Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Não basta morder o isco eleitoral


Terça-feira, Outubro 27, 2009

Eleições, vencedores e vencidos, 4 anos +

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Responsabilidade cívica, cidadanía e o devolver da nobreza ao plenário.

Excerto da intervenção na AMC de 18 de Setembro de 2MIL9

(saudações e notas introdutórias)

Tenho vindo nestes últimos quatro anos a chamar atenção, afirmando e reafirmando a necessidade de se usar este fórum também para fazer política.
A Assembleia Municipal do Cadaval (AMC) tem perdido ao longo dos últimos 9 / 10 anos, capacidade de debate político, mas aquele é o espaço próprio, para o confronto saudável de ideias sobre o país, a região, o concelho e sobre as pessoas que aqui passam, que aqui trabalham e sobre aquelas que por aqui vivem.

Em quatro anos assistimos:
A uma assembleia municipal com um regimento, que limita o debate.
Assistimos a presidentes de junta que, a troco de nada, constantemente confundem assuntos que devem ser tratados directamente com a CM, em despacho com o presidente.
Vimos ideias e propostas do executivo camarário, normais no exercício das suas funções, mas além destas… Poucas, muito poucas aqui chegaram. Três partidos, dezenas de deputados e espremendo bem, pouco sumo sai.

A política não se faz apenas de críticas nem só de queixas mas de sobretudo de ideias, de alternativas. Pode assim, esta assembleia ser requalificada e o seu âmbito ser mais abrangente, indo além do que regularmente vem fazendo.

Coube-nos a todos esta tarefa, todos não a concretizámos, quiçá foi conveniente este estado de coisas.
Mas esta é a última assembleia ordinária deste mandato e não se podem encerrar os trabalhos sem deixar a esperança que os próximos elementos da próxima AM façam política e se aproximem das pessoas.

A política de proximidade também se faz a partir da AM.

É verdade que estamos na véspera de dois actos eleitorais e é preciso motivar os eleitores durante os próximos dias, mas importa também, motivar os munícipes nos quatro anos seguintes, demonstrar-lhes que a partir da política também se constrói, também se cria e também se evolui.

Fazer política é sobretudo, através das palavras e acções, actuar em prol dos cidadãos.

Faça-se pois, política aqui e que daqui se extravase para o exterior, chamando aqui o cidadão anónimo e se necessário, levando o debate até às freguesias, escolas, associações, instituições e outras organizações do concelho.

Os tempos mudaram, a forma das coisas é outra. A proximidade que os meios tecnológicos permitem é assombrosa. Hoje há Hi5, Twitter, LinkedIn, Facebook, em qualquer lado se abrem fóruns e se discute o que quer que seja, mas esta AM continua virada para dentro, não dela própria, mas para dentro de nada.


Visto estarmos no fim de um ciclo, importa que a próxima AM tenha presente que lhe cabe uma difícil tarefa:

A de começar a criar uma cultura de participação cívica e política, desmistificar preconceitos, aproximar a AM das pessoas e assim devolver-lhes a política.

Neste campo e como exemplo e sugestão - é da responsabilidade de todos, da presidência da mesa, dos partidos, dos deputados – promover acções junto da comunidade escolar além do que já foi feito e bem por ocasião dos festejos do 25 de Abril. Porque não fazer uma AM numa escola?

É tamanha a urgência em criar as condições para que se extingam expressões que hoje são tristemente populares, como:

- Só pensam neles;
- Eu cá nunca votei;
- Não percebo nem quero perceber de política;
- Não me meto nisso;
- Ou o célebre – Eles são todos iguais…

Não vos tocam estas frases? A mim, confesso que me entristecem.

Pela gravidade destas expressões, da urgência em agir e do papel que esta assembleia tem de passar a assumir, para bem do concelho, deixo-vos esta reflexão de um tal de modernista B. Brecht (1898-1956),.


“Não há pior analfabeto que o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

É forte não é?
É pois preciso pessoas que Oiçam, Falem e Participem nos acontecimentos políticos, a começar pelos mais pequenos se pensarmos também no futuro.

Desejo que durante estas duas campanhas eleitorais se coloquem as ideias e as pessoas em primeiro lugar.
Que a sinceridade do debate chegue às ruas e que se reduza ao mínimo a politiquice.

Mas que este fogo não se extinga nos Domingos das Eleições, mas tenha uma continuidade ao longo do mandato e se dê um passo para erradicar do concelho, do Nosso Concelho, a passividade, a apatia e a ignorância política.

NV in AMC Set09

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Encerramento C13 - Registo Fotográfico

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Sessão Encerramento C13 Final

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Sexta-feira, Julho 10, 2009

Grande nocturna

Duas palavras: Grande Corrida!
É corrente, em Portugal, nada ser verdadeiramente bom. Observamos diariamente nos media maus jogos de futebol, má corridas de toiros e outros péssimos eventos mas será que o são?
Seria triste ser-mos assim. Não somos mas vamos ser, porque temos um mau elenco nacional de comentaristas e analistas que são medíocres e justificam seus salários comentando o que de bom se passa no país e no mundo, sempre com ar de azia, apenas porque o assunto, não é um assunto considerado mau. Agrava-se assim, uma tendência nacional para o completo desprezo pelo positivo ou pelo bom, bem, óptimo, maravilha. Não é por acaso que nós, os portugueses, usamos expressões como - Cá vamos andando – Está melhorzinho – Menos mal. É como que um virús que nos impede a assunção pública de que se está bem. Caindo no vício, digo, do mal o menos, porque assim, na óptica mais positiva, alguém vai andando, está de facto melhor e podia até estar pior…

Ontem à noite, pelas 22 horas, fui finalmente, em boa companhia, à Praça de Toiros do Campo Pequeno em Lisboa. Fui na esperança de assistir a uma boa corrida e, porque o foi, não posso dizer agora menos-mal, sofrível, boazinha ou que faltara isto ou aquilo. Depois de assistir a um evento com qualidade e repleto de emoções, devo dizê-lo: Foi uma boa faena aquela. Não é por acaso, aliás, que se apelida este espectáculo de Festa Brava.

Começou mal, no entanto. O primeiro toiro da noite, que havia calhado em sorte ao cavaleiro Rui Salvador, não estava em condições de sequer ser visto em público. Chamado à praça, o Sobreiro, cumpriu bem e deu a oportunidade de brilhar ao Cavaleiro Rui Salvador que ali festejava os 25 anos de alternativa. Talvez por isso, nervoso, não aproveitou, estando muito abaixo da expectativa mas deu a volta por cima na segunda lide e com um toiro, quiçá, menos bom (aqui justifica-se), abrilhantou os festejos e ficou bem numa fotografia cujos heróis são sem dúvida Salgueiro e Henandéz.

João Salgueiro apenas irrepreensível e muito entusiasmado iluminou a praça. Hernandez trouxe à noite lisboeta o fulgor, a raça e uma irreverência que só a juventude confere, fazendo a praça aplaudi-lo de pé e com justiça.

Os bravos forcados não tiveram uma noite fácil, o Primeiro-ajuda do grupo de Alcochete chegou mesmo a ser levado à enfermaria. Mas não deixa de ser um prazer saber que no meu país há gente que pega toiros pelos cornos vencendo o medo, o risco e a desgraça, conquistando uma glória humilde mas profundamente verdadeira.

É por estes motivos que não posso dizer que a corrida foi boazinha ou que já vi piores. Não, nada disso, foi de facto uma boa corrida, gostei. É certo que já vi melhores mas e depois? Esta foi muito boa.


Forcados e Alcochete - Foto NV



Leonardo Hernandéz - Foto NV


Forcados de Évora - Foto NV.


Cavaleiro João Salgueiro - Foto NV.

Casa cheia - Foto NV.


Aspectos (+)

• Bom ambiente
• Casa cheia
• Praça com boas condições
• 25 anos da alternativa de Rui Salvador, emociona sempre os aficionados e faz com que a praça sinceramente deseje uma boa sorte, reconhecendo o trabalho e o mérito da carreira. Não esqueçam que nestas coisas dos toiros e toureiros há seguidistas tal como nos ralis ou na política.

Aspectos (-)

• Um dos toiros não estava em condições de sequer entrar na praça, foi um desrespeito pelo público.
• Más condições de luz para as fotografias amadoras… Que chatice…
• Público não muito conhecedor da cultura e tradição tauromáquica em Portugal (ou em qualquer outro lugar), o que faz por vezes assobiar os peões a fazerem o que lhes é pedido pelo toureiro e aplaudir um ferro que sai demasiado fora do cachaço.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Zyrtek

Sábado, Julho 04, 2009

Som Plástico

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Não sei porquê mas gosto desta música...

This Is The Life
by
Amy MacDonald











Terça-feira, Junho 30, 2009

Analfabrutos(as)

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)